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Hipnose (tópico de introdução)

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Hipnose (tópico de introdução)

Mensagem por Mephisto em Sex Fev 15, 2013 6:55 pm

Projecção da consciência (tópico de introdução)

"Nos achados da Antiguidade encontram-se textos com mais de 4.500 anos que nos relatam como os sacerdotes da Mesopotâmia usavam o Transe - um estado diferenciado da consciência usual - para realizar diagnósticos que procuravam a curas Podemos considerar esses registos como sendo os mais antigos documentos a citarem o transe na sua função terapêutica, um hábito comum às diversas culturas naturalistas. No século XIX, ao pesquisar esse procedimento, o Dr. James Braid denominaria esta ciência com o nome de HIPNOSE. O nome escolhido advêm de Hypnos - deus grego do sono - e foi escolhido pelo Dr. Braid devido à semelhança do estado de transe com o estado de sonolência. Vemos assim, que desde o seu surgimento, a Hipnose sempre esteve vinculada à busca da cura e é neste sentido que a ciência médica actual pesquisa não só a extensão que se pode obter com o seu emprego, como também as respostas de como e porquê o cérebro processa o estado hipnótico.

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Sigmund Freud

Freud teve o seu primeiro contacto com a hipnose quando era estudante, quando assistiu a uma apresentação de Hansen "o magnetizador", através da qual se assegurou da credibilidade dos eventos hipnóticos. Por volta dos vinte anos soube que um prestigiado médico em Viena, o doutor Joseph Breuer (seu futuro colaborador), também utilizava, em alguns casos, a hipnose com fins terapêuticos. Naquela época, a maior parte da comunidade médica e da população não via a hipnose como uma técnica médica séria e acreditava que ela podia trazer males aos que se submetessem a esse método.

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Jean-Martin Charcot

Um dos maiores cientistas que trabalhou com a hipnose foi o francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), que orientou Freud entre Outubro de 1885 e Fevereiro de 1886 em Paris (hospital Salpêtrière) e que associava a hipnose a um fenómeno fisiológico. Outro grande nome foi o de Bernheim, que reduzia a hipnose a um fenómeno gerado pela sugestão.

Em carta a Fliess de 28 de Dezembro de 1887 Freud comenta ter passado a fazer uso do tratamento hipnótico em sua clínica com êxito superiores aos demais métodos que aplicava (hidroterapia, electroterapia, massagens, repouso e alimentação abundante - método de Mitchell). Freud salienta no seu Estudo Autobiográfico que "desde o princípio, usei a hipnose de uma outra maneira, diferente da sugestão hipnótica", referindo-se ao método catártico utilizado por Breuer. É interessante lembrar que em 1893 Freud publicou um artigo intitulado Um caso de cura pelo Hipnotismo, no qual narra a cura de uma paciente histérica em apenas três secções, pelo método da sugestão, método que consistia em retirar os sintomas dando "sugestões" que eliminavam os sintomas, como por exemplo, quando um paciente não conseguia mover o braço (que não tinha nenhum dano orgânico); nestes casos, durante a hipnose era-lhe dito que após despertar do sono hipnótico (ou no dia seguinte) o seu braço voltaria a funcionar normalmente.

Freud descreveu o procedimento hipnótico desta forma: "Colocamos o paciente numa cadeira confortável, pedimos que se mantenha cuidadosamente atento e que não fale mais, pois falar lhe impediria o adormecer. Remove-se-lhe qualquer roupa apertada e pede-se a quaisquer outras pessoas presentes que se mantenham numa parte da sala onde não possam ser vistas pelo paciente. Escurece-se a sala, mantém-se o silêncio. Após esses preparativos, sentamo-nos em frente ao paciente e pedimos-lhe que fixe os olhos em dois dedos da mão direita do médico e, ao mesmo tempo, observe atentamente as sensações que passará a sentir. Depois de curto espaço de tempo, um minuto, talvez, começamos a persuadir o paciente a sentir as sensações do adormecer. Por exemplo: "Estou reparando que as coisas estão indo rápido no seu caso: seu rosto assumiu um aspecto fixo, sua respiração ficou mais profunda, você ficou muito tranquilo, suas pálpebras estão pesadas, seus olhos estão piscando, você não pode mais ver com muita clareza, logo terá de engolir, depois vai fechar os olhos - e você está dormindo". Com essas palavras e outras semelhantes, já estamos propriamente no processo de "sugerir", que é como podemos chamar a esses comentários persuasivos durante a hipnose".

No verão de 1889, numa visita a Nancy, Freud procura aprimorar a sua técnica hipnótica com Bernheim, que não consegue hipnotizar uma paciente de Freud e confessa que na sua clínica não conseguia muitos êxitos, os quais costumava ter apenas no tratamento hospitalar. Conforme conferência proferida em 1904 (VOL7, PAG 270) Freud afirma ter abandonado a prática da hipnose (excepções feitas a algumas experiências) em 1896, os motivos foram, conforme esclarecido em Cinco Lições (1910 - Vol. XI, pág. 24): "Mas logo a hipnose me passou a desagradar... Quando verifiquei que apesar de todos os meus esforços, não conseguia produzir o estado hipnótico senão numa parte dos meus pacientes, decidi abandonar a hipnose...".
Já nos Estudos sobre a Histeria (Breuer e Freud) existem casos tratados por métodos distintos, como a hipnose (que aos poucos foi abandonada, principalmente por não ser aplicada em todos os pacientes), o método da pressão (que era, segundo o próprio Freud, um mero "artifício técnico") e a simples conversa (que se viria a tornar no método de associação livre). Sobre o método da pressão podemos citar os Estudos sobre a Histeria:

"Nessas circunstâncias, valho-me em primeiro lugar de um pequeno artificio técnico. Informo o paciente que, um momento depois, farei pressão sobre sua testa, e asseguro-o que, enquanto a pressão durar, ele verá diante de si uma recordação sob a forma de um quadro, ou tê-la-á nos seus pensamentos sob a forma de uma ideia que lhe ocorra; peço-lhe encarecidamente que me comunique esse quadro ou ideia, quaisquer que seja. Não deve guardá-los para si se acaso achar que não é o que se quer, ou não são a coisa cena, nem por ser-lhe desagradável demais contá-lo.... Depois de dizer isso, pressiono por alguns segundos a testa do paciente deitado diante de mim; em seguida, relaxo a pressão e pergunto calmamente, como se não houvesse nenhuma hipótese de decepção: "o que é que viu?", ou "o que é que aconteceu?" Esse método ensinou-me muito e nunca deixou de alcançar sua finalidade. Hoje, não posso passar sem ele. Naturalmente, estou ciente de que a pressão na testa poderia ser substituída por qualquer outro sinal, ou por algum outro exercício de influência física sobre o paciente, mas, já que o paciente está deitado diante de mim, pressionar a sua testa ou tomar-lhe a cabeça entre as minhas mãos parece ser o modo mais conveniente de empregar a sugestão para a finalidade que tenho em vista. Ser-me-ia possível dizer, para explicar a eficácia desse artifício, que ele corresponde a uma "hipnose momentaneamente intensificada", mas o mecanismo da hipnose me é tão enigmático que eu preferiria não utilizá-lo como explicação. Sou da opinião que a vantagem do processo reside no facto de que, por meio dele, desvio a atenção do paciente da sua busca e reflexão conscientes - de tudo, em suma, em que ele possa empregar a sua vontade - do mesmo modo que isso é feito quando se olha fixamente para uma bola de cristal, e assim por diante"."

Fonte: Clinica Dr. Alberto Lopes

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